quinta-feira, 21 de abril de 2011

A vida em branco.

















Essas linhas aleatórias não formam mais nada como costumavam. Eu não sinto mais nada do que costumava sentir.
E esse vazio passa da folha em branco pra dentro de mim.
Engraçado, antigamente era o contrário.. Oque havia em mim é que era jogado pra fora.
Gritado em cores ou em preto e branco. Mas isso não existe mais.

O cair e nascer do dia me enganaram no meio do caminho.
Esses olhos pintados agora são tão vazios quanto os meus.
Vazios como a distância. Como o nada. Como a falta de sentimento.
E porque minha cabeça dói tanto hoje?

Me perdi na inconsciência do saber inútil. Perdi o significado que tinha, sem saber.
Quando vou encontrar minhas verdadeiras cores denovo?

O poeta morreu dentro de mim.
E agora sou apenas uma folha amarelada em branco. Mais uma vez.


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