quinta-feira, 28 de abril de 2011

Diaba

















Joga com toda a força que a raiva te dá. Grita.
Quebra tudo e chora. De costas, pro mundo não ver.
Não a abrace. Seus sorrisos matam.
Não encoste nela desse jeito. Inferno.
Não riam como se não importasse. Grita. Grita mais alto.

Por favor, não a olhe com esse olhar de pena. Não sinta pena.
Apenas a deixe em paz. Ou melhor, a deixe assim.
É assim que deve ser.

(É assim que se assiste, não é?!)
Essa noite sonhei com essas pessoas denovo.
E aonde foi parar a lucidez?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A vida em branco.

















Essas linhas aleatórias não formam mais nada como costumavam. Eu não sinto mais nada do que costumava sentir.
E esse vazio passa da folha em branco pra dentro de mim.
Engraçado, antigamente era o contrário.. Oque havia em mim é que era jogado pra fora.
Gritado em cores ou em preto e branco. Mas isso não existe mais.

O cair e nascer do dia me enganaram no meio do caminho.
Esses olhos pintados agora são tão vazios quanto os meus.
Vazios como a distância. Como o nada. Como a falta de sentimento.
E porque minha cabeça dói tanto hoje?

Me perdi na inconsciência do saber inútil. Perdi o significado que tinha, sem saber.
Quando vou encontrar minhas verdadeiras cores denovo?

O poeta morreu dentro de mim.
E agora sou apenas uma folha amarelada em branco. Mais uma vez.


domingo, 10 de abril de 2011

As cortinas se fecharam.




















É isso. É, a gente sabia que essa hora ia chegar.
Mas é difícil quando a hora chega e nos olhamos sem saber o que vai acontecer...
Isso sempre esteve tão distante de nós, não é mesmo? Mas hoje estamos aqui meu amigo.
Hoje estamos aqui.
E quem ainda se lembra das brigas? Das caras feias? Quem se lembra de toda aquela ironia? Não. Ninguém.
Nesse momento me sinto mais distante do que nunca. E acho que você também se sente assim.
Porque tudo isso foi muito bom, mas a realidade nos traz de volta com mãos pesadas.


Surpreendentemente eu não me sinto tão mal. Apenas um pouco perdida, mas não tão mal.
Será que ainda vou me sentir assim quando me lembrar disso daqui a alguns anos?
Essa manhã está tão fria quanto o tempo que passamos em silêncio.
É isso. Sim, a gente sabia que essa hora ia chegar.
Me abrace uma última vez. E desaparece, em meio ao barulho e as risadas altas. Em meio as ilusões de uma noite e aos aplausos.
Eu continuarei assim. Até saber pra onde ir.
Mas, eu não me sinto tão mal.
Isso tudo só aconteceu aqui, não é mesmo?

Apenas sorria quando se lembrar desse tempo.